Dia do Lixo: Dicas de quando e como sair da dieta sem deixar os objetivos de lado

Dia do LixoHoje a gente vai responder uma das perguntas que a gente mais recebe e que a gente sabe que muita gente pensa numa base frequente, que é: será que eu devo sair da dieta? A inspiração para esse artigo veio da palestra da nossa querida amiga Nanda Muller, que ela deu lá na Tribo Forte – Ao Vivo, em São Paulo. Então, do nosso ponto de vista, existem três alternativas: você pode fazer um dia do lixo, você pode fazer apenas uma refeição livre, ou você pode simplesmente nunca abandonar a filosofia Low Carb/comida de verdade. E se você optar por refeições livres ou dias do lixo, qual seria a melhor frequência para se praticar essa refeição livre ou dia do lixo?

Se você também tem essa dúvida de: será que eu devo sair da dieta? Será que vale a pena? Será que não? E também não sabe como lidar com restrições e proibições, já deixa o seu comentário. De maneira resumida, um dia do lixo ou um dia livre é basicamente o dia em que você opta por não seguir a dieta. A ideia é que ele seja agendado para que você não faça isso todos os dias, mas que você coma o tanto, quanto você quiser das coisas que você estava sentindo falta, colha um alívio psicológico disso, colha alguns benefícios fisiológicos também e saia dele sem querer ver essas comidinhas gostosas, mas que não te ajudam a emagrecer, tão cedo.

Por isso, a frequência média que as pessoas fazem, é uma vez a cada uma semana ou duas e até uma vez por mês. Essa questão da frequência é interessante. Se, por exemplo, você já está próximo do seu objetivo e vem emagrecendo legal, pode ser que uma semana seja uma frequência boa para você. Se você começou a dieta agora e tem muito peso a perder, talvez dar um tempo maior entre esses dias do lixo seja a melhor opção. Como nós vamos repetir bastante nesse artigo, a melhor opção para você, só você vai poder saber.

Você vai poder testar e descobrir como o seu corpo responde melhor. E a gente acredita que o dia do lixo pode, sim, ser uma arma poderosa para manter a sua
aderência à dieta num longo prazo. Isso funciona só para alguns tipos de pessoas e não para todos, porém é a nossa escolha pessoal e nós nos damos muito bem com ela.

Vale fazer um parênteses aqui, que a gente chama de Dia do Lixo, mas é mais por costume, mais pela expressão em inglês (?) day, que é meio que “trapacear na sua dieta” e porque a gente às vezes pode acabar comendo alguma comida que nós sabemos que não são as mais saudáveis; são derivadas do trigo e derivados do açúcar refinado, mas fato é que a gente foca em comidas que realmente gosta e que são verdadeiras iguarias.

Então apesar de chamar de dia do lixo, as comidas são muito gostosas e talvez o mais correto seria realmente chamar de Dia Livre e, nesse caso, a gente também tem as Refeições Livres. Nós vamos falar delas agora.

Refeições Livres

ThermatchaO primeiro passo lógico para chegar no modelo de refeições livres é simplesmente o de você não querer comer um monte de porcaria, um monte de carboidratos, um monte de comidas que você sente que não são boas para você ou para os seus objetivos, um dia inteiro. Então você resumiria, comprimiria esse Dia do Lixo em uma única refeição.

Essa seria uma Refeição Livre, onde você come tudo o que quiser à vontade e depois volta para a dieta todas as outras refeições que você faz durante a semana. Como a gente disse, uma motivação deste artigo foi justamente a palestra da Nutri Nanda Muller. Ela, inclusive, cita que tanto ela própria, como algumas clientes, optam por fazer três refeições livres ao longo da semana; principalmente quando você já está numa fase de manutenção ou mais perto do seu peso objetivo.

Ou seja, se um dado dia ela está almoçando e dá vontade de uma sobremesa – ela usou o exemplo até de uma coxinha de brigadeiro recheada com morango – ela foi lá, comeu e riscou uma das refeições livres do calendário da semana dela. Então sobrou mais duas refeições livres. Aí um outro dia, vamos supor, é convidada para um almoço que vai ter carboidrato e jantar que vai ter carboidrato, então neste caso pode ser interessante optar por apenas uma delas, ou se for nas duas, riscar as outras duas refeições livres; mas aí você vai ter a consciência e autocontrole de que daquele ponto até a semana seguinte você não vai mais poder ter refeições livres, leia mais aqui.

Não vai poder também chegar no outro dia e adiantar uma refeição livre da próxima semana e assim por diante e cair num ciclo ou despertar a sua compulsão e não conseguir mais retornar para a dieta. Este é, ao nosso ver, seria um dos pontos negativos de optar por três refeições livres ao longo da semana, nas quais você opta na hora por fazê-la ou não. E é claro que não precisa ser necessariamente três refeições, podem ser duas. O modelo que funciona bem para muita gente também, é ter uma refeição um pouco mais alta em carboidratos e alguns desses carboidratos podem ser um pouco mais fora da dieta, depois do treino.

Assim a pessoa sincroniza as refeições livres logo depois do treino, que é quando o corpo tem uma capacidade um pouco superior de utilizar esses carboidratos. Essa estratégia funciona especialmente bem para quem já perdeu bastante peso e já treina pesado porque assim você consegue aproveitar a sensibilidade à insulina pós-treino, superior de nutrientes para se deleitar na sua refeição livre e ter menos estragos dessa maneira.

Particularmente, para minimizar os danos de um Dia Livre ou Refeição Livre, uma coisa que eu às vezes faço é deixar para fazer essa refeição livre num sábado e substituir tudo o que seria um dia inteiro do lixo por apenas uma refeição livre, já agendada no sábado, porque nós preferimos fazer essas coisas agendadas para não virar uma confusão na nossa semana.

Então aí no sábado, ou faz o Jejum até o jantar, ou faz um almoço limpo e o jantar mais livre, com qualquer tipo de comida que você quiser, desde que valha cada gotinha de insulina. Uma outra dica das refeições livres é fazê-las ao final do dia porque daí você termina a refeição livre, você até pode dormir às vezes melhor e no outro dia começa a sua dieta do zero, ao invés de fazer uma refeição livre logo no café da manhã e, talvez, para algumas pessoas despertar um craving, uma vontade por açúcares e carboidratos, que vai durar o restante do dia.

Afinal, ficar sofrendo, passando vontade o resto do dia, não é a ideia de uma refeição livre. E o último tópico seria justamente não sair nunca da sua dieta Low Carb/comida de verdade. Isso funciona especialmente para aquelas pessoas que têm bastante autocontrole e autoconhecimento, ou seja, elas preferem não comer nada que seja “lixo” porque: ou elas sabem que se despertar a compulsão, vai ser muito difícil voltar para a dieta, então é melhor se manter longe; ou então porque simplesmente elas não se sentem mais tão bem comendo muitos carboidratos.

Seu corpo se acostumou a viver sem trigo e sem açúcar e simplesmente elas se sentem mal, estufadas e enjoadas após comer esse tipo de alimento. É o caso da Nutri Poliana Rossi, que a gente também viu a palestra dela no evento Tribo Forte. Ela já está há incríveis seis anos sem comer “lixo” e baseia o seu dia-a-dia,
quando bate vontade de doces, em doces Paleo, em doces Low Carb, em comida de verdade sempre. Mesmo sendo um pouco mais alto em carboidratos, ela opta por carboidratos do bem. Assim, ela consegue manter a Dieta Low Carb enquanto come alimentos deliciosos, diversas receitas como pizzas, bolos, doces e muito mais.

Devo sair da dieta?

Mas, então eu devo sair da dieta? E se sim, com qual frequência? A resposta dessa pergunta é igual a de várias outras em Nutrição, Alimentação e Estilo de Vida, e é: depende. A verdade é que só você vai poder responder essa pergunta para você mesmo e você pode usar alguns fatores psicológicos e fisiológicos para te orientar em ter a resposta certa para o seu caso. Por exemplo, se você começou a dieta agora, se você ainda não se acostumou com os alimentos, se você ainda não tem uma rotina estabelecida, pode ser mais interessante você não sair da dieta nesse começo, até para você adaptar o seu corpo a queimar gordura e a viver melhor sem os carboidratos. Por outro lado, se a única coisa que te motiva no começo da dieta é esperar o dia do lixo, mas fazer certinho os outros seis e é melhor do que você começar uma dieta restrita que você vai ter tudo proibido e não vai poder fazer nada e vai abandonar depois de duas semanas, é melhor, talvez, começar com o Dia do Lixo mesmo no começo.

Por outro lado, se você já está com uma composição corporal melhor, se você já lida bem com os carboidratos, não tem problemas fisiológicos com a insulina, não tem nenhuma doença e treina bastante, pesado, pode ser interessante fazer ingestão de carboidratos com mais frequência. Muitos atletas usam esse modelo também, justamente porque eles aproveitam os carboidratos após o treino, assim como a gente falou no modelo de Refeições Livres.

Ou seja, você vai ter que avaliar o seu lado psicológico, para saber se você, após uma refeição, consegue retornar para a dieta; se você prefere agendar tudo para um dia, o Dia do Lixo; ou se você prefere agendar para um casamento que vai ter daqui um mês, que você sabe e lá você vai querer comer e beber de tudo o que tiver…

Tem também a parte do fisiológico, pode ser que você já esteja bem em Low Carb, lidando bem com essa dieta, queimando bastante gordura e está numa fase final já, perdendo bastante peso e fazer o Dia do Lixo pode ser bom para você; não vai atrapalhar. Pode ser que o Dia do Lixo te ajude a sair do platô, pode ser que muitos Dias do Lixo, em sequência, te coloquem num platô; então a melhor coisa é: tenha bom senso, ponha a mão na consciência e teste.

Teste porque um Dia do Lixo também não vai acabar com toda a sua dieta. Se você tem essa consciência, se você acha que vai conseguir fazer um Dia do Lixo e depois voltar para a dieta, o melhor mesmo é testar e ver como o seu corpo responde. No final não é um Dia do Lixo que vai determinar: nem o seu sucesso – não é ele que vai fazer você emagrecer quilos e quilos a mais e ter mais resultado –, nem o seu fracasso – não é ele que vai atrasar você em meses e meses na sua jornada por um corpo melhor. O que ele vai mexer mais é com a sua consciência.

Se você se sentir bem depois do Dia do Lixo, aliviado e mais motivado ainda para seguir a dieta, vale a pena fazer o Dia do Lixo; se esse for o seu caso. Então nós mostramos bastantes opções para você hoje.

 

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